
PRA QUEM AINDA NÃO VIU A SINOPSE CLICA AQUI.
Nunca imaginei que algo que tantas pessoas desejam me faria tão mal. Aliás, nunca parei para pensar no que poderia acontecer comigo. Pessoas azaradas não têm tempo para isso, estão ocupadas procurando a sorte. E se elas acham? Olhe, até agora, nada melhorou na minha vida.
Só piorou.
Prazer, Parker.
Eu sei, meu nome deveria ser o sobrenome e blábláblá. Já estou acostumado a ser estranho.
Meus pais são divorciados desde que eu tinha sete anos. Foi difícil, eu era tão apegado à minha mãe, e só poderia vê-la aos finais de semana. E meu pai sempre estava ocupado. Trabalho em primeiro lugar.
A ausência dos dois só poderia dar em internato, claro. A minha sorte era que eu poderia sair aos fins-de-semana.
Ah, como eu odiava aquele lugar.
Ninguém tinha vontade de estudar, eram os típicos vagabundos. Teriam um bom futuro garantido, se quisessem.
Que Deus me perdoe, sei que milhares de crianças estão passando fome, mas a comida de lá era horrível. Eu perdia a fome só em olhar. Não acredito que meu pai pagava por aquilo.
Mas tudo mudou.
Um dos motivos para eu não gostar do Power Boarding School – além do ridículo nome, que faz parecer que era uma escola de Power Rangers – era a segurança. Ou melhor, a falta de segurança.
Era uma sexta-feira e eu estava contando os segundos para sair dali. O sinal tocou e senti um alívio, de como estivesse me libertando de uma prisão. Mas aquele internato era muito pior.
Eu não era o único a sair de uma prisão.
Pou, pou, pou! – Eu ainda estava dentro da sala quando comecei a ouvir tiros do lado de fora.
As meninas ficaram histéricas, se abraçaram e chegaram a arrancar fios de cabelo. Os meninos estavam rindo delas, fazendo mais medo. Eu fiquei no meu canto vendo tamanha babaquice.
- Fiquem calmos, não se assustem! Eu, eu… – a professora gaguejou, enquanto tentava nos acalmar – vou lá fora para ver o que está acontecendo! Mas fiquem aqui, não saiam por nada!
Que ótimo. Com a presença de um professor nossa sala é um inferno, imagine sem.
Mais gritos. Não suportava aquelas garotas escandalosas. E os meninos também não estavam ajudando.
Tomei uma reação esquisita, mas diante daquilo, qualquer um faria isso.
- Ei, silêncio! – gritei, em cima da mesa do mestre – se escabelar ou pedir socorro não vai adiantar agora!
- E quem é você pra falar isso? Nossos pais? – disse Jake.
Jake era o cara mais irritante da sala. Ninguém o suportava, perdíamos a conta de quantas vezes ele tinha sido mandado para a diretoria.
Por um momento pensei em ignorá-lo, mas o que estava acontecendo era sério, não havíamos tempo para brincadeiras.
- Se eu fosse o seu pai, Jake – eu disse, descendo da mesa – pensaria duas vezes em assumir a paternidade.
Ele estava prestes a me dar um soco quando a professora entrou na sala:
- Crianças, está tudo bem, foi apenas um tiroteio entre os policiais e alguns fugitivos.
- Um tiroteio? – disse uma menina, ainda assustada.
- Sim, mas já estão todos presos! Vão embora agora, antes que algo pior aconteça!
Legal, ela nos acalma por um breve segundo e depois nos adverte que pode ocorrer algo pior. Muito legal.
Fui o primeiro a sair da sala, não queria que Jake perdesse tempo com “ameaças”. Ah, você vai ver, blábláblá. Não estava com saco para isso.
Enquanto eu caminhava pela calçada, senti um vulto atrás de mim. Olhei, nada.
Mais uma vez; mas não olhei para trás. Pensei que pudesse ser Jake, querendo brigar, mas se fosse ele, já teria aparecido.
Vi uma sombra no chão da calçada.
Ok, agora eu estava ficando com medo. Comecei a andar mais depressa e a sombra cada vez se aproximava mais.
Agora eu estava correndo. E morrendo de medo.
Sim, digamos que eu sou um frouxo.
Mas eu não conseguia pensar enquanto corria, meu cérebro também nunca fez questão de me ajudar em situações difíceis.
Parei bruscamente, e percebi que a sombra havia desaparecido.
Pou, pou, pou! – o tiroteio começou novamente. Abaixei-me e tentei ver a proximidade do local que estava acontecendo aquilo, afinal, já estaria meio longe do internato. Vi um cara com uma arma no outro lado da rua e por um momento achei que ele me olhava.
Corri o mais rápido possível, para bem longe.
Eu disse que era frouxo.
Sem pensar, olhei para trás, e vi que os policiais haviam chegado e estavam tentando conter o homem. Nunca vi alguém tão agitado quanto ele… E olhava diretamente para mim, chutando e dando murros no ar. Ele realmente queria me matar.
Voltei a seguir pelo trajeto que percorria, nervoso. Decidi não olhar mais para trás.
Péssima ideia.
Pude ouvir tiros de longa distância. Pensei que fossem os policiais, talvez tentando conter os outros foragidos, por isso não me preocupei muito, apenas apressei o passo. Mas me enganei completamente. Comecei a escutar cada vez mais perto o tiroteio e fiquei mais apreensivo.
Não adiantou correr.
Quando me abaixei, senti a presença de alguém atrás de mim. Olhei rapidamente, e pude perceber que era uma silhueta parecida com a do vulto, mas não pude ver mais nada, porque havia sido empurrado, com uma força, digamos, especial.
Tão especial que bati minha cabeça no chão e acordei na coma do hospital.
…
Agora me pergunto o motivo de eu estar narrando isso. Estou muito confuso agora… É melhor você não me explicar.
Abri mais meus olhos e vi uma mulher ao meu lado. Ela estava choramingando, segurando minha mão com afeto.
- Quem é você? – eu perguntei. Ela começou a chorar.
- Sou sua mãe, Parker.
- Parker? Este é o meu nome? - estranhei, algo me dizia que aquele nome tinha cara de sobrenome.
- Sim, meu filho. A propósito… Você se lembra de mais alguma coisa?
- Não – eu disse, secamente. Mas me arrependi. Aquela mulher que dizia ser minha mãe começou a chorar mais ainda, e teve que ser contida por um homem que acabara de entrar. Ele estava todo vestido de branco.
Assim que ela saiu da sala, ele perguntou se eu estava bem.
- Não, estou muito confuso – eu tive que ser sincero.
- Bem, eu sei disso – ele disse – mas tudo vai melhorar, eu prometo.
- Por favor, não me prometa nada. Não sei quem é você – eu respondi.
- Não se preocupe Parker… Eu farei de tudo para isso acontecer, sou médico e cuido das pessoas quando elas não estão bem – ele tentou me convencer.
- Por que você me explica desse modo? Fala como se eu não soubesse de nada, tivesse acabado de nascer…
- Mas foi isso o que aconteceu com você, Parker. Você foi empurrado e bateu a cabeça no chão… Infelizmente, tenho que lhe dizer que está com amnésia.
Amnésia. Legal. Não sabia nem o que era.
- Amnésia é quando você esquece-se de tudo – ele compreendeu a minha cara de perdido.
- Mas por que me empurraram com tanta força? – eu tinha que perguntar isso.
- Para te defender – o então médico disse.
Não conseguia entender. Por que me empurrariam para me defender?
- Estava tendo um tiroteio na rua da sua escola, e uma garota lhe empurrou porque sabia que um tiro iria lhe afetar. Então…
- O quê? Eu preciso conhecer esta garota, ela me salvou de algo pior! Onde ela está? – eu o interrompi.
- Parker, infelizmente, ela levou o então seu tiro, que atingiu a perna…
- E ela está bem? – o interrompi de novo, eu precisava conhecer esta heroína.
- Ocorreu uma hemorragia, Parker… – ele deu uma breve pausa e continuou – Perdeu muito sangue, e não resistiu.
Agora sim, eu estava arrasado. Ela me empurrou porque sabia que o tiro iria me atingir, e agora estava morta, por minha causa. Tive vontade de tirar aqueles fios que me davam oxigênio, para morrer logo também.
- Você passará um bom tempo aqui, para se recuperar… – ele pausou porque reparou em minha angústia – e eu sinto muito, Parker.
Ele foi embora e me deixou ali, sozinho, sem esperanças.
Era um ótimo momento para morrer, mas logo fariam isso acontecer.
-
Bom, é isso negada! Demorei, né? Tava devendo pra vocês… Ok, eu sei que não ficou muito bom, mas espero que tenham gostado ^^ Não sei quando vou postar o outro, vou ver se consigo começá-lo hoje… Enfim, é isso, deixem suas opiniões :)
Por favor, sua opinião é importante pra mim.
A Marry, uma menina muito fofa, me deu a ideia de eu postar alguma história minha, pois, segundo ela, todas são muito boas. Enfim hoje, criei a coragem de postar um resumo de Lar das Almas, minha história mais recente… Aí vocês entram em ação: se gostarem, me digam, que começarei a postá-la. Espero que gostem :) Obrigada.
Parker é um garoto que tem amnésia e estuda em uma escola especial. O que ele não sabe é que Christine, uma menina que estudava em uma série de um ano menor, fez um acordo com as almas. Há os destruidores, que são as almas que já foram destruídas e buscam vingança para com as pessoas que as fizeram sofrer; e os destruídos, que acabaram de morrer. Ela quer a alma de Parker, pois ele sempre foi sua grande paixão, tanto que ela morreu levando um tiro por ele, que atingiu a perna, mas ocorreu uma hemorragia. Agora, ele tem que descobrir quem ela realmente é e porque está ali… Sobre uma escuridão nunca vista.
Conto com a ajuda de vocês ;)